Histeria, Feminino e Corpo elementos clínicos psicanalíticos

Renata Gonçalves Brito, Carlos Alberto Ribeiro Costa

Resumo


No que tange ao tratamento de base psicanalítica, nos consultórios, ambulatórios, ou estudos teóricos, a “histeria”, é, ao mesmo tempo, algo clássico e atual: partindo de sua “descoberta”, em suas primeiras manifestações, até suas formas atuais, esta estrutura clínica ganhou várias modulações. Percorrendo os estudos de Freud e Lacan sobre o tema, o presente artigo busca apreender algumas das diferentes formas de articulação entre “histeria”, “corpo” e “feminino”. Para tal, visaremos, num primeiro momento, apreender algumas posições de Freud ao colocar esta problemática para, posteriormente, intentar pensar, com Lacan, a abertura para novas possibilidades e composições sobre o assunto. Se para Freud a histeria é atravessada pelas questões da “erogeneização de funções orgânicas” e da “conversão”, e Lacan, nos anos 50, evoca a dialética de posições simbólicas, instaurada pelo significante fálico, este artigo privilegiará um resgate destas modulações a partir da noção, mais tardia em Lacan, de “encontro com o real” relativo à própria sexualidade: o corpo e o feminino.

Palavras-chave


Histeria, Feminilidade, real e sexualidade