O LUGAR E A FUNÇÃO DA SUBLIMAÇÃO NA CLÍNICA DAS TOXICOMANIAS SUBLIMAÇÃO NA CLÍNICA DAS TOXICOMANIAS

Bruna Pinto Martins Brito, Christiane Carvalho de Almeida, Lucas Guilherme Fernandes, Walquíria Sanches da Silva

Resumo


O homem inserido na sociedade enfrenta um mal-estar, resultante dos antagonismos entre suas satisfações pulsionais e as exigências da civilização. Na tentativa de evitar esses sentimentos de desprazer, o homem não pode dispensar algumas medidas. Dentre elas, o uso de substâncias é uma das vias privilegiadas para tamponar esse mal-estar. Neste trabalho, destacaremos o (ab)uso de substâncias e sua consequente fusão sujeito/droga. Este trabalho pretende enriquecer a discussão sobre esse tema atual a partir das contribuições da psicanálise à clínica da toxicomania. Para avançarmos, retomaremos as contribuições freudianas acerca do uso de tóxicos (Freud, 1930) como uma via mortífera de escape ao mal-estar. A sublimação, como um dos destinos da pulsão, demonstra seu lugar e sua função nessa clínica. Ela incide na fusão sujeito/droga em prol da emergência do sujeito em uma via menos mortífera para satisfação da pulsão. Trata-se assim de uma clínica que oferta um lugar ao sujeito, antes apagado sob nomes universais, como “drogado”. Logo, os dados deste estudo nos indicam que a clínica psicanalítica pode oferecer um lugar ao sujeito toxicômano, a partir da construção de outros modos de satisfação, dentre eles, a via sublimatória.


Palavras-chave


Sublimação. Toxicomania. Clínica Psicanalítica. Destinos da pulsão.

Texto completo:

PDF