A metáfora paterna e a tríade R-S-I no romance A Morte Sem Nome, de Santiago Nazarian

Talita Baldin, Kátia Alexsandra dos Santos, Paulo Eduardo Viana Vidal

Resumo


A morte Sem Nome aborda a história de Lorena, uma mulher que vive para se matar. Entremeio às mortes da personagem, Lorena, surgem ideias, pensamentos, esclarecimentos sobre a personagem e sua relação com o Outro. Na busca por si mesma, Lorena se encontra aos pedaços entre um adolescente, um garçom, um feirante e um estuprador. Pela riqueza de conteúdo, a obra pode ser analisada à luz da Psicanálise, principalmente no que diz respeito à metáfora paterna e os registos R-S-I, de Lacan. Levando isto em conta, este trabalho tem por objetivo explanar os três elementos descritos e argumentados por Lacan, articulando-os por meio da obra literária. Feito isso, foi possível adentrar o psiquismo desse sujeito e sentir de forma mais próxima as delicadas consequências do não-desenvolvimento, ou de um desenvolvimento problemático, do momento do estádio do espelho na vida de um sujeito. A relação R-S-I é trazida em evidência e pôde ser refletida com mais detalhes no plano Simbólico, no qual a linguagem permite que se faça relações abstratas e consistentes, metafóricas e metonímicas, sempre tendo como pano de fundo a dramática história de Lorena.


Palavras-chave


Psicanálise. Lacan. Nomes-do-pai.

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