Quedas entre crianças e adolescentes internados em hospitais: revisão integrativa de literatura

Gisele Lacerda Chaves Vieira, Isa Maria Lima Campos, Bárbara Sgarbi Morgan Fernandes, Anne Gadelha Ladeira, Emmanuelle Ferreira Pimenta

Resumo


Objetivo: investigar as taxas, as características, os fatores associados e as medidas preventivas relacionadas às quedas entre crianças e adolescentes em hospitais. Método: revisão integrativa de literatura realizada nas bases Scientific Electronic Library Online, Biblioteca Virtual em Saúde, National Library of Medicine e Google Scholar. Resultados: dez estudos atenderam aos critérios estabelecidos. As taxas variaram de 0.6 a 1.7 quedas por 1000 pacientes/dia. Grande parte das quedas ocorrem entre crianças do sexo masculino; com idade inferior a 9 anos. A maioria desses incidentes ocorrem na presença de um adulto. São fatores de risco para a ocorrência de quedas: idade da criança (p<0.01); tempo de internação (p<0.05); hiperatividade (p<0.01); distúrbios hematológicos (p<0.05); quedas anteriores (p<0.01); dimensionamento da enfermagem (p<0.00); escolaridade do cuidador (p<0.01) e o fato de o mesmo ser tabagista (p<0.01). As medidas preventivas adotadas foram: uso de berço e camas adequados para a idade, avaliação do risco de quedas, intervenções educacionais e uso de identificadores de alerta. Conclusão: A grande variação nas taxas de quedas entre os estudos sugere diferentes modos de organização do cuidado. A ocorrência de quedas no ambiente hospitalar entre crianças pode estar relacionada a fatores intrínsecos do paciente, do cuidador, ambientais e de organização do cuidado.

Palavras-chave


Acidentes por quedas; Pediatria; Segurança do paciente; Criança hospitalizada; Gestão de riscos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v9i0.2709

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175