Gerenciamento da terapia transfusional para paciente de transplante hepático com aloanticorpo de alta frequência

Carmen Martins Nogueira, Leilismara Sousa, Angela Pereira Carrano, Leandro A Barbosa

Resumo


A transfusão de sangue é vital para a gestão de pacientes que necessitam de transplante hepático, pois muitos destes são hemotransfundidos durante o curso da doença ou para alcançar o sucesso do procedimento cirúrgico. A amostra de sangue do paciente que necessita de politransfusões deve ser fenotipada para antígenos altamente imunogênicos, além dos ABO e RhD, na tentativa de prevenir a aloimunização. No entanto, a relação custo-benefício deve ser considerada e protocolos para identificação de hemocomponentes compatíveis com estes pacientes devem ser estimulados. Neste estudo, unidades de sangue foram testadas para o paciente com aloanticorpos anti-e, anti-Fya e uma aglutinina fria não identificada, utilizando o soro do paciente, plasma de doador com aloanticorpo anti-e e anti-E. Nas unidades selecionadas foram realizadas a prova cruzada com o soro do paciente e as compatíveis foram fenotipadas para os antígenos e e Fya. Como resultado, 2039 unidades de sangue foram testadas e 382 selecionadas. Através das provas cruzadas destas com o soro do paciente, foram encontradas 109 unidades compatíveis e 11 unidades encontradas foram fenotipicamente compatíveis com o paciente (0,54% das unidades totais). Este caso ilustra como é difícil a localização de sangue compatível para pacientes com múltiplos aloanticorpos de alta freqüência. 

Palavras-chave


Reações antígeno-anticorpo; Transplante de fígado; Transfusão de sangue; Transfusão de eritrócitos.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.300

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175