Características orofaciais e risco para apneia obstrutiva do sono em hipertensos

Hiatan Deusnil de Oliveira, Ana Cláudia Batista de Melo, Jéssica Maia Couto, Sérgio Neves Drummond, Carla Cristina Cunha Casali, Rodrigo Lobo Leite, Walkyria Oliveira Sampaio

Resumo


Anormalidades da anatomia orofacial estão envolvidas na patogênese da AOS por facilitarem o fechamento das vias áreas. O estudo objetivou associar a presença de alterações orofaciais ao risco para AOS em hipertensos. Noventa e cinco indivíduos (46% homens e 54% mulheres, 64 ± 10 anos) foram avaliados quanto à distância tireomentoniana (DTM), Mallampati, palato ogival, grau de Angle, índice de massa corpórea (IMC), circunferências abdominal (CA) e do pescoço (CP). O risco para AOS foi obtido pelo questionário de Berlim (QB). Foram observados: IMC de 30 ± 5 Kg/m2, CA de 101 ± 12 cm e CP de 39 ± 3 cm.  Correlações positivas  foram observadas entre a classificação de Mallampati, a CA e a CP (p= 0,025 e 0,03, respectivamente). Pelo QB, 46 indivíduos (48%) apresentavam alto risco para AOS, dos quais 76% classificados como Mallampati III/ IV, 69% DTM < 6 cm, 26% Angle II e 10% palato ogival. A prevalência de alguma alteração orofacial foi maior nos indivíduos com risco elevado (93%) do que nos com baixo risco (50%).  Alterações na anatomia orofacial, particularmente o Mallampati, reiteram risco de SAOS obtido pelo QB e podem facilitar a triagem clínica bem como o diagnóstico precoce. 

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DOI: https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.363

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175