O cotidiano dos profissionais que trabalham diretamente com vítimas de violência social

Miguir Terezinha Vieccelli Donoso, Marisa Antonini Ribeiro Bastos

Resumo


Resumo

Este trabalho objetivou compreender significados da violência entre profissionais que trabalham com vítimas desse agravo social. Teve como população seis profissionais de um programa vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais que atendem vítimas de crimes violentos e seus familiares. Adotaram-se como referenciais metodológicos o interacionismo simbólico e a etnografia. Foram adotadas para coleta de dados a observação participante e a entrevista aberta. Para definição da amostragem, utilizou-se a amostra por conveniência, abrangendo os seis profissionais que trabalham diretamente com as referidas vítimas. Os domínios e taxonomias foram agrupados em três grandes categorias: núcleo; atores e violência. O tema cultural “imparcialidade versus parcialidade” constituiu um conceito recorrente. A violência desencadeia reações paralelas à forte carga emocional na vítima e em quem compartilha o ato. Os entrevistados foram unânimes ao reconhecer a imparcialidade como estratégia necessária ao quotidiano de trabalho. No entanto, percebeu-se grande dificuldade do grupo na tentativa de se manterem imparciais, frente aos casos que conduzem.

Palavras-chave: Violência; Etnografia; Saúde Pública.


Palavras-chave


Violência; Etnografia; Saúde Pública.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v0i0.423

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175