Movimentos de um movimento social nas redes digitais: lutas quanto à publicidade infantil

Mirian Raquel Mion, Inês Hennigen

Resumo


Apresentamos uma pesquisa, que focalizou o surgimento e desdobramentos do “Movimento Infância Livre de Consumismo”, desenvolvida com inspiração na metodologia da cartografia, uma opção interessante quando se acompanha processos. Trata-se de iniciativa de um coletivo de mães ativistas que utilizam as redes digitais para difundir posições. A análise de postagens em diferentes lócus – blog inicial, página do Facebook, site próprio, entre outros – possibilitou identificar e discutir certas questões postas e linhas de luta: o alvo primeiro e maior é a publicidade infantil, que defendem deve ser regulada pelo estado e não autorregulada pelo mercado; a condição de mães das integrantes, muito ressaltada, a querer denotar uma posição privilegiada de saber-poder em relação ao adequado à infância; o emprego estratégico dos recursos da comunicação. Fechamos o artigo tecendo considerações sobre sua vontade de conduzir condutas, a não inclusão de outras vozes, e o uso paradoxal das estratégias da comunicação.


Palavras-chave


Redes sociais digitais; Publicidade; Consumo;Infância



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