A prática dos Grupos Reflexivos sobre Drogas como estratégia possível para redução de riscos e danos

Eloisa Helena de Lima, Carla Almeida Capanema, Maria José Nogueira

Resumo


A adoção de medidas alternativas para usuários de drogas previstas na Lei 11.343/2006 exige reflexão sobre estratégias que possibilitem intervenções educativas voltadas para redução de riscos e danos. A partir da oferta de espaço dialógico, esta pesquisa objetivou produzir novos conhecimentos para profissionais que atuam junto a grupos reflexivos sobre drogas. Trata-se de estudo qualitativo, realizado com profissionais que conduzem grupos reflexivos na cidade de Belo Horizonte (MG), composto por entrevistas individuais e grupo focal, seguido de reuniões para discussão do material produzido. As percepções advindas das práticas realizadas, acrescidas de elementos teóricos e metodológicos, favoreceram a intervenção dos profissionais, com aumento na autonomia e responsabilização dos usuários, possibilitando melhor enfrentamento da questão. Conclui-se que as práticas de medidas sócio-educativas de intervenção não devem ser limitadas ao aspecto penal. A educação dialógica está comprometida com a construção da autonomia do usuário, posicionando-se como alternativa ao reducionismo e práticas morais.


Palavras-chave


Educação em Saúde, Redução de Danos, Políticas Sobre Drogas, Medidas Alternativas, Grupos Reflexivos



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