Sobre aquilo que se pode viver aos 80: um estudo de caso acerca da velhice institucionalizada

Talita Baldin, Paulo Eduardo Viana Vidal

Resumo


Com este artigo buscamos retratar o estudo de caso de Marisa, uma idosa de 80 anos residente em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (Ilpis), participante de uma pesquisa de mestrado. O objetivo é trazer reflexões sobre a velhice institucionalizada conforme o referencial teórico da Psicanálise, cujas contribuições nos fazem pensar em possibilidade de se exercer a subjetividade mesmo nessa fase da vida que é, em geral, desinvestida e em lugares em que a literatura aponta como de empobrecimento subjetivo. Por meio da narrativa de Marisa, podemos perceber que é possível ser sujeito em uma Ilpi, desde que esses espaços proporcionem escuta para as angústias do velho e permitam que haja formação e manutenção de laços afetivos. Ressaltamos que a forma com que Marisa pensa e vive sua velhice não é representante de um universal, mas uma possibilidade singular de existência subjetiva.

Palavras-chave: Asilo. Narrativa. Idoso. Psicanálise.


Palavras-chave


Asilo. Narrativa. Idoso. Psicanálise.

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