Entre a instituição e o lar: uma odisseia com educadores

Camila Fornelli Costa, Thaís Ferreira Santos, Vanessa Silva Santos, Luís Antônio Gomes Lima

Resumo


A institucionalização pode influenciar o desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes. Buscou-se verificar sentimentos e pensamentos dos educadores sobre os acolhidos, sobre o sentido que eles dão ao seu trabalho e o que pensam sobre o papel que exercem. Esses fatores, por hipótese, interferem no trato com as crianças e adolescentes. Foram entrevistados nove educadores e suas falas foram submetidas à análise do conteúdo. Os resultados mostraram que os educadores consideram as instituições de acolhimento como extensão dos lares, como provedores materiais melhores que as famílias de origem dos acolhidos, queixam-se do escasso contato que as crianças e adolescentes mantêm com as famílias de origem ou adotivas e relatam que a organização do trabalho dos educadores reflete-se na relação com os acolhidos. Conclui-se que as relações institucionais beiram as relações familiares, levando os educadores a um dilema entre distanciamento profissional e aproximação afetiva no contato com os acolhidos.

Palavras-chave: Instituições de acolhimento. Educadores. Crianças e adolescentes. Políticas públicas.


Palavras-chave


Instituições de acolhimento. Educadores. Crianças e adolescentes. Políticas públicas.

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