Psicólogos orientais, estereótipos e relações étnico-raciais no Brasil

Thaís Yurie Ishikawa, Alessandro de Oliveira dos Santos

Resumo


Este estudo qualitativo focalizou as relações étnico-raciais segundo a concepção de um segmento de psicólogos orientais da cidade de São Paulo, descrevendo os estereótipos associados a esse pertencimento étnico-racial e cultural e a influência ou não destes sobre a identidade pessoal e a atuação profissional desses psicólogos. Foram realizadas 8 entrevistas, com 2 homens e 6 mulheres, entre 31 e 70 anos, da cidade de São Paulo. A análise de conteúdo das entrevistas evidenciou a racialização dos orientais no Brasil, ou seja, como as relações interpessoais e profissionais são mediadas por sua diferença fenotípica. Tal diferença se revela por meio de apelidos e vocativos, na forma como o oriental é colocado como diferente nas relações, e pelos estereótipos que lhes são atribuídos.


Palavras-chave


Relações étnico-raciais. População oriental. Estereótipos. Pesquisa qualitativa. Psicologia Social.

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