Relações étnico-raciais e educação nas comunidades quilombolas

Roseane Amorim da Silva, Jaileila de Araújo Menezes

Resumo


No presente estudo, buscamos conhecer as vivências juvenis de homens e mulheres em duas comunidades quilombolas localizadas no interior de Pernambuco, Castainho e Estivas. A discussão dos resultados teve como foco questões da educação nessas comunidades. A pesquisa foi desenvolvida em dois momentos: realizamos observação participante em Castainho e Estivas e 20 entrevistas com os/as jovens. Os dados foram analisados a partir da interseccionalidade de gênero, classe social e raça/etnia. No que se refere à educação, vários fatores dificultam a continuidade da escolarização: as jovens por necessidade de trabalhar, por terem engravidado e não possuir uma rede de apoio, por desmotivação; os homens pela necessidade de trabalhar, pela falta de incentivo. Tanto os homens quanto as mulheres da comunidade se quiserem dar continuidade ao processo de escolarização precisam se deslocar até a cidade, quando enfrentam outra dificuldade, a falta de transporte público. A população quilombola não é homogênea e abriga diferentes especificidades que precisam ser consideradas nas políticas educacionais para essa população.


Palavras-chave


Educação. Comunidades quilombolas. Jovens.

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