Ladainhas de juventudes: enredos de meninas-mulheres ribeirinhas e seus (des)encontros com a escola

Virginia Caroliny Silva Alexandre, Maria Teresa Nobre

Resumo


O artigo discute impactos produzidos por projetos de urbanização na cidade de Aracaju, capital de Sergipe, que envolvem antigos povoados de pescadores, sobre o cotidiano de comunidades ribeirinhas, a partir de dois enredos de mulheres jovens, nos quais a escola assume lugar de destaque. Trata-se de pesquisa etnográfica com dados construídos por meio da observação participante e de entrevistas com moradoras. Os enredos falam sobre o cotidiano de mulheres jovens e seus projetos de vida, sendo a escola vista, por um lado, como elemento importante para ascensão social e, por outro, como lugar que permite escapar momentaneamente das obrigações da maternidade precoce, numa comunidade que, apesar das mudanças trazidas pela urbanização, permanece arraigada a valores tradicionais ligados às mulheres e sua inserção no espaço público. As práticas sociais oscilam entre mudanças e permanências, evidenciando táticas cotidianas que reinventam modos de vida e práticas de insurgência, nos atravessamentos entre juventude, gênero e temporalidades.


Palavras-chave


Juventude. Gênero. Escola. Desvio. Mudança social.

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