Trauma infantil e crime sexual: uma análise de caso a partir de Freud, Stoller e da linhagem psicanalítica Ferenczi-Winnicott

Jaqueline Feltrin Inada, Alfredo Naffah Neto

Resumo


Este artigo investiga a relação entre trauma infantil e crime sexual valendo-se da análise de processos penais, fundamentada em Freud, Stoller e na linhagem Ferenczi-Winnicott. De diferentes perspectivas, as interpretações se complementam, ao lançarem luz sobre um mesmo fenômeno. A partir de uma base freudiana, que vê certos traumas como irrepresentáveis e, nessa direção, compulsivamente repetidos (a partir do texto Além do princípio de prazer, 1920/2010), Stoller, por um lado, edifica sua compreensão relacionando a experiência traumática à formação da perversão, como um modo psíquico de operar que almeja a aniquilação do trauma por meio da obtenção cruel do prazer a qualquer custo. Sem apontar vítimas e culpados, a linhagem psicanalítica Ferenczi-Winnicott, por outro lado, concebe o crime como uma tentativa de controle psíquico da experiência traumática, a partir da qual o agressor se torna objeto de identificação e introjeção da vítima que, assim, o faz desaparecer de sua realidade, a fim de proteger seu verdadeiro self.


Palavras-chave


Trauma infantil. Crime sexual. Psicanálise.

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