Feiras, limiares e fronteiras: entre regulamentações biopolíticas e astúcias cotidianas

Lázaro Batista, Marina Luiza P. Guimarães, Aline Cristina Baú

Resumo


Acompanhando o cotidiano de uma feira, este trabalho busca discutir os efeitos dos atuais processos de higienização e ordenamento do espaço urbano de Boa Vista, capital do estado de Roraima. Para isso, segue pistas teórico-metodológicas oriundas da Filosofia da diferença, do pós-estruturalismo e das ciências humanas e sociais. Assim orientados, realizaram-se observações assistemáticas participantes, de inspiração cartográfica e etnográfica, ao longo de 15 meses, na Feira do Produtor Rural. Primeiro, observações esporádicas, conhecendo e deambulando pelo campo. Depois, semanalmente, centrando a atenção nas rotinas e atividades de alguns feirantes em específico. Desse percurso de pesquisa, enuncia-se a atualidade de dispositivos biopolíticos de regulamentação da vida, dos corpos e das rotinas de feirantes e frequentadores, ao tempo em que, nos interstícios e limiares dessas práticas, apontam-se práticas de resistência e astúcias cotidianamente colocadas em funcionamento na feira. Experiências-limites que, acredita-se, ensejam outros modos de viver e experimentar a cidade.


Palavras-chave


Feira. Cidade. Limiar. Biopolítica. Cotidiano

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