O consumidor de crack: a influência das crenças familiares no tratamento

Paulo de Tarso Melo, Suely de Melo Santana

Resumo


A literatura considera que existe um conjunto de valores, crenças e práticas familiares que constituem o referencial cultural da família e que interfere na participação dos familiares no tratamento dos consumidores de crack e outras drogas. O objetivo deste estudo foi investigar as crenças familiares sobre consumo de crack e sua relação com a participação familiar no tratamento de seus membros. Participaram desta pesquisa qualitativa 10 familiares de consumidores de crack que estavam em tratamento em uma Comunidade Terapêutica (CT) e um representante da instituição. Foram aplicados os seguintes instrumentos: uma escala para avaliar o nível socioeconômico; uma versão resumida do questionário Cebrid/Samsha, para avaliar a percepção de risco sobre o consumo de substâncias psicoativas; e dois roteiros de entrevista semiestruturada – versões família e representante da CT. Na avaliação de risco, os familiares consideraram que o consumo de crack, desde a primeira vez na vida, já apresentava um risco grave, em comparação com as outras substâncias. Foram investigadas crenças relacionadas ao consumo do crack, principalmente com relação à influência dos amigos, dependência química, influência do consumidor com o tráfico, entre outras. Os familiares acreditam na importância da participação familiar e consideram que contribuem nesse sentido. Os resultados puderam fornecer subsídios para uma melhor compreensão das crenças familiares sobre o consumo de crack, contribuindo para fomentar uma intervenção que favoreça a participação familiar no tratamento.


Palavras-chave


Drogas. Tratamento. Família.

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