Gênero, Intersubjetividade e Saúde

Karina Rodrigues Matavelli Rosa, Carlos Roberto Castro e Silva, Rosilda Mendes, Danilo de Miranda Anhas

Resumo


Este estudo versa sobre a prática de Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) em território de vulnerabilidade social a partir de dois conceitos importantes dentro do referencial teórico-metodológico da psicologia sócio-histórica: padecimento e potência de ação. Demos visibilidade à questão de gênero que transversaliza a constituição desta categoria profissional à luz da dialética exclusão/inclusão que resgata a afetividade na reflexão dos processos psicossociais. Trata-se de um estudo de caráter qualitativo que teve a pesquisa participante como balizador dos procedimentos empregados.  Os resultados apontam a vivência de afetos distintos experimentados por  estas mulheres que experimentam cotidianamente a violência,  a miséria e exclusão. Se por um lado ocupar o lugar de subalternidade, tanto na esfera pública quanto na privada implica na vivência do sofrimento ético-político e da humilhação, por outro a oportunidade de ser ACS tem ampliado o repertório de vida destas mulheres na luta pela felicidade e o reconhecimento social.


Palavras-chave


agentes comunitárias de saúde; gênero; afetividade; vulnerabilidade social; subjetividade.

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