Decolonialidade e pesquisas narrativas: contribuições para a Psicologia Comunitária

RICARDO DIAS DE CASTRO, Claudia Mayorga

Resumo


Esse artigo intencionou localizar aproximações entre as pesquisas narrativas (auto)biográficas e a Psicologia Social Comunitária. Foi possível construir um encontro esses campos haja vista a produção de uma indeterminidade entre o sujeito e a sociedade que ambos sustentam como referência epistêmica. O que implica alguns cuidados ético-políticos na análise-intervenção psicossocial das narrativas no âmbito comunitário. Ademais, reconhece-se que os efeitos da colonização latina ainda nutrem lugares de enunciação muito distintos para alguns sujeitos marcados pela diferença/desigualdade colonial na sociedade brasileira. O que requer o testemunho e ação de interlocutores que possam constituir um campo simbólico que interpele a narrativa da desigualdade para que ela possa se abrir para novas significações, rompendo com o local do subalternizado, apenas, como vitimização. É fundamental, portanto, que não totalizemos o incômodo que alguns relatos narrativos dos subalternos provocam; mas, devemos valorizar, eticamente, não sem autocríticas, os deslocamentos que eles proporcionam às narrativas comunitárias tradicionais


Palavras-chave


Psicologia Comunitária; Narrativas; Decolonialidade

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