Relações de gênero no trabalho em saúde em um estabelecimento prisional feminino

Paola Fagundes Pase, Águida Luana Veriato Schultz, Alexandre Rodrigues Lucas, Gabriel Ibarra Zanella, Gabriel Savaris Ignácio, Bárbara Sordi Stock, Renata Maria Dotta, Angelo Brandelli Costa

Resumo


O objetivo do artigo é discutir sobre as relações de gênero na perspectiva de profissionais de uma Equipe de Atenção Básica Prisional (EABp) de uma penitenciária feminina. Os dados foram produzidos a partir da fala de profissionais da saúde em cinco encontros de apoio matricial e o gênero foi utilizado como categoria de análise. Como resultados, foi possível organizar três subtemas como desdobramentos do tema principal: gestação e permanência dos bebês na prisão; normas corporais e saúde; e, nome social de pessoas trans. A discussão segue referenciais dos estudos de diversidade sexual e de gênero e saúde coletiva e aborda a necessidade do direito à saúde integral da população encarcerada e, especificamente, de mulheres e população LGBTI. A centralidade do cuidado relativo à gestação e o papel da educação permanente para a redução do preconceito e qualificação no atendimento, também aparecem como campos de trabalho a ser explorados.


Palavras-chave


Gênero e Saúde; Prisões; Profissionais de Saúde; Atenção Primária à Saúde

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