Formação inventiva em Psicologia: problematizações à luz dos novos paradigmas da ciência contemporânea

Maria Clara Carneiro Santiago, Roberta Carvalho Romagnoli

Resumo


Este artigo discute a formação acadêmica em Psicologia, lançando luz sobre os múltiplos atravessamentos no domínio da prática clínica. Seu objetivo foi problematizar a concepção de aprendizagem e ensaiar um movimento em defesa da invenção, da consideração dos fluxos heterogêneos e intensivos que operam incessantemente na experiência pessoal do psicólogo clínico. A partir do diálogo com as ideias novo-paradigmáticas de Humberto Maturana, percorremos também os trabalhos de Mony Elkaïm, no campo das terapias familiares, e sua interlocução com Gilles Deleuze e Félix Guattari. A pesquisa de campo consistiu na realização de um grupo de estudos com estudantes da graduação em Psicologia tomado como um dispositivo de intervenção e conversações intersubjetivas co-construtoras  de novas e impensadas realidades: a consideração das singularidades e das diferenças que se sobrepõem ininterruptamente na prática e que nunca podem ser abarcadas por um conhecimento encerrado em definições absolutas e totalizantes.


Palavras-chave


aprendizagem inventiva; psicologia clínica; autopoiese; ciência novo-paradigmática emergente.

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