Pesquisando a dor do outro: os efeitos políticos de uma escrita situada

Sofia Ricardo Favero

Resumo


O presente artigo analisa como as políticas identitárias têm agido nos modos de pesquisar a dor alheia, tendo em vista que dão indícios de presumir que os sujeitos devem falar apenas sobre aquilo que os atinge. Se por um lado existe potência em uma escrita vivida, pretende mostrar, em paralelo, os benefícios de uma aliança com os que são identificados como “de fora” daquela realidade. Para tanto, repensa algumas estratégias metodológicas oriundas do feminismo para enquadrá-las diante da necessidade de não apenas declarar o lugar de onde se fala, mas sua repercussão dentro da lógica de determinada pesquisa, situando como e quando “ser quem se é” produziu algum efeito no campo.


Palavras-chave


Pesquisa. Metodologia. Saberes situados. Ética.

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