Crítica à categoria universal de “mulher”: por uma articulação entre feminismo e psicanálise

Flavia Gaze Bonfim, Rosa Coutinho Schechter

Resumo


A proposta deste artigo é problematizar a noção da categoria universal “mulher”, com a intenção de pensar uma possível aproximação entre o feminismo e a Psicanálise. Para tanto, iniciamos com as considerações do psicanalista Jacques Lacan sobre o feminino, a partir de seu aforismo “A mulher não existe”. Em seguida, discutimos a crítica de Judith Butler sobre a inexistência do sujeito que o feminismo almeja representar, na medida em que o momento inicial do movimento dissociou a temática do gênero das questões raciais, classistas e étnicas. Como exemplo dessas questões negligenciadas, destacamos o feminismo negro como um analisador dos impasses do discurso universalizante no interior do movimento feminista. Por fim, concluímos que tanto Lacan quanto Butler, com as particularidades de suas produções teóricas, denunciam a precariedade de uma identidade “mulher”.

Palavras-chave


Mulher; Psicanálise; Feminismo; Identidade; Feminismo Negro

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