Obstáculos à produção do cuidado em álcool e outras drogas na perspectiva dos trabalhadores de saúde mental: prelúdios do cenário atual?

Adriana Leão, Bruna Lidia Taño, Douglas Gonçalves Jacob, Karine dos Santos Pimentel

Resumo


A partir de 2016, observam-se direcionamentos políticos divergentes em relação ao cuidado norteado pela atenção psicossocial de base comunitária e territorial. Diante das diretrizes para o cuidado em rede e as contradições na condução das políticas, questionamo-nos sobre os desafios na produção do cuidado com usuários de álcool e outras drogas. Neste estudo, objetivamos compreender os principais obstáculos para o cuidado em Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no âmbito do Sistema Único de Saúde, a partir da visão dos trabalhadores da saúde mental. Norteada pela Análise de Conteúdo, dois temas centrais se fizeram presentes: a estigmatização em torno dos usuários de álcool e outras drogas e a presença das Comunidades Terapêuticas na Rede de Atenção Psicossocial. Os resultados apontaram para um processo de retrocesso e possível desmonte da Raps, como se preconizava, uma vez que o tema das Comunidades Terapêuticas se mostrou transversal aos resultados analisados.

 


Palavras-chave


serviços de saúde mental; transtornos relacionados ao uso de substância; saúde pública; práticas psicossociais.

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