PADRES, PAJÉS E FEITICEIROS: INTERAÇÕES CULTURAIS E CONFLITOS NA AMAZÔNIA PORTUGUESA DO SÉCULO XVIII

Carlos Henrique A. Cruz

Resumo


A partir da análise de documentos inquisitoriais, o artigo pretende discutir as relações culturais e conflitos estabelecidos entre indígenas e europeus em núcleos de povoamento colonial no Grão- Pará setecentista, destacando a atuação de atores específicos – missionários, pajés e “feiticeiros” –, por entendê-los como personalidades privilegiadas na execução dos contatos, trocas e fusões entre os diferentes imaginários religiosos. No contexto colonial, a pajelança teria facilitado o entendimento indígena das mudanças históricas ao incorporá-las ao imaginário mítico, e também teria ajudado a personagens específicos – que atuavam a partir de interesses diversos, que não apenas coletivos e relacionados à preservação de tradições ancestrais – a encontrar um novo lugar naquela realidade e, por vezes, garantindo situações de prestígio não somente entre os índios, mas também conquistando a imaginação e o respeito de colonos europeus.

Palavras-chave: Pajelança; feitiçaria; índios; Grão-Pará; século XVIII.


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