CARTAS DE UM JESUÍTA MESTRE DE MENINOS E PROFESSOR: BRASIL (SÉCULO XVI)

Marcos Roberto de Faria

Resumo


Especificar as representações de escola, ensino e aluno a partir das cartas do jesuíta Antonio Blázquez é a preocupação primeira deste artigo. Nesse sentido, o artigo considera as relações presentes na correspondência e que se deram, fundamentalmente, entre o jesuíta, os colonos, as autoridades e o índio. No entanto, há que se ressaltar que o nativo, ao qual as cartas se referem insistentemente, não tinha voz ativa nesse processo; pelo que estas informam muito mais sobre os modos de pensar e agir dos jesuítas do que sobre o índio; ou seja, o jesuíta é o agente da educação e é dele a interpretação dos fatos presentes nas cartas. O texto sobre as cartas é apresentado em forma de tópicos de um glossário, a partir dos quais especificam-se as representações a que o trabalho se propõe e se demonstra que, com o passar dos anos iniciais de experiência, a organização interna das casas e o trato com o nativo mudaram substancialmente. Isso se deve ao fato de que o jesuíta mudou, pois, à medida que ensinava, o padre também aprendia e tomava novos caminhos em sua prática.

Palavras-chave: Jesuítas. Educação. Século XVI, Brazil.


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