Revista Territorium Terram
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<p><span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;">Publicação quadrimestral, editada pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeog) da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), a <em>Territorium Terram</em> destina-se a divulgar artigos científicos, de natureza teórica ou empírica, ligados à Geografia. Privilegiando a dimensão e a dinâmica da realidade espacial, a revista visa socializar e preservar conhecimentos, bem como, estimular a sua produção, encontrando-se aberta à contribuição de pesquisadores, professores do ensino superior, alunos de pós-graduação de outras instituições nacionais e internacionais.</span></p>pt-BRRevista Territorium Terram2317-5419<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="text-transform: none; font-weight: normal;">1. Os autores concedem à Revista Eletrônica de Geografia TERRITRIUM TERRAM (RTT), o direito da primeira publicação, como trabalho simultaneamente licenciado sob a CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION LICENCE, que permite o compartilhamento do trabalho com o reconhecimento de autoria do trabalho e publicação inicial na revista.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="text-transform: none; font-weight: normal;"> 2. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separados para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicado nesta revista (capítulo de livro, repositório institucional) com reconhecimento de autoria e publicação inicial desta revista.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"><span style="text-transform: none; font-weight: normal;"> 3. Os autores são responsáveis pelo conteúdo que consta no manuscrito publicado na revista.</span></p>ANÁLISE FÍSICO-AMBIENTAL E USO E COBERTURA DA TERRA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PINDARÉ – MARANHÃO, BRASIL
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<p>As bacias hidrográficas constituem importantes unidades de estudo, pois apresentam dinâmicas naturais específicas que se inter-relacionam com os elementos antrópicos, possibilitando a compreensão da paisagem e o funcionamento do ambiente. Nesse contexto, o presente estudo objetivou analisar os aspectos físico-ambientais e o uso e cobertura da terra da bacia hidrográfica do rio Pindaré (MA), bem como suas inter-relações, visando subsidiar o ordenamento territorial. Com base em uma perspectiva sistêmica, segundo a qual as transformações de um componente da bacia repercutem nos demais elementos, desenvolveu-se uma abordagem integrada da paisagem, adotando a bacia hidrográfica como unidade de análise. Os procedimentos metodológicos compreenderam levantamento bibliográfico e cartográfico, com revisão da literatura e aquisição de dados vetoriais; mapeamento temático para espacialização das características físico-ambientais, incluindo clima, geologia, relevo, solos, hipsometria e declividade; análise do uso e cobertura da terra entre 1985 e 2024 por meio de dados do MapBiomas; realização de trabalhos de campo; e, por fim, integração e discussão dos resultados. A bacia do rio Pindaré é influenciada pelos climas Tropical Equatorial Úmido e Tropical Zonal Equatorial Semiúmido, que condicionam seu arranjo litoestratigráfico, marcado pela ampla ocorrência das Coberturas Lateríticas Maturas e do Grupo Itapecuru. Os padrões de relevo predominantes correspondem às Superfícies Aplainadas Retocadas ou Degradadas e aos Baixos Platôs Dissecados. Quanto aos solos, destacam-se os Latossolos Amarelos Distróficos e os Argissolos Vermelho-Amarelos Distróficos. Em relação ao uso e cobertura da terra, verificou-se que 49% da Formação Florestal existente em 1985 foi convertida em pastagem, cuja área passou de 4.583,9 km² para 19.626,3 km² em 2024. Conclui-se que a configuração físico-ambiental exerce influência na organização espacial dos usos e cobertura da terra, os quais contribuem para alterações na dinâmica ambiental da bacia, refletindo nas propriedades da água, no aumento do escoamento superficial, na produção de sedimentos e na ocorrência de processos hidrogeomorfológicos (inundações, movimentos de massa e erosões).</p>Ricardo Goncalves SantanaQuésia Duarte da Silva
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2026-09-022026-09-02919383407TERRITÓRIO, GOVERNANÇA E PLANEJAMENTO AMBIENTAL
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<p>Os planos de manejo constituem instrumentos centrais para o ordenamento territorial e a gestão das Unidades de Conservação, especialmente quando elaborados sob a perspectiva da participação social e da governança ambiental. No entanto, a efetividade desses instrumentos depende das condições institucionais, dos arranjos de governança e da forma como os atores sociais são incorporados ao processo decisório. Este artigo analisa o processo de construção dos planos de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) São José e do Refúgio Estadual de Vida Silvestre (REVS) Libélulas da Serra São José, localizados em Minas Gerais, com foco na participação social, na articulação institucional e nos desafios territoriais enfrentados durante sua elaboração. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada em estudo de caso, combinando análise documental, observação participante e sistematização das oficinas participativas realizadas no processo de elaboração dos planos de manejo. A análise evidencia que, embora o processo tenha incorporado mecanismos formais de participação, persistiram assimetrias de poder, limitações institucionais e conflitos relacionados ao uso e ocupação do território, os quais influenciaram as decisões de planejamento. Os resultados indicam que a sobreposição de categorias de Unidades de Conservação, associada à fragilidade da gestão estadual e à complexidade dos interesses locais, constitui um desafio significativo para a consolidação de uma governança territorial efetiva. Conclui-se que os planos de manejo, apesar de seu papel normativo, devem ser compreendidos como instrumentos dinâmicos, cuja efetividade depende da continuidade dos processos participativos, do fortalecimento institucional e do reconhecimento das especificidades territoriais.</p> <p> </p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>planejamento ambiental; governança territorial; participação social; unidades de conservação; Serra São José.</p>Mariana Vicentini RodriguesAndré Batista de Negreiros
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2026-09-022026-09-02919408423POTENCIAL GEOTURÍSTICO DE QUEDAS D’ÁGUA NA PORÇÃO NORTE DO PIAUÍ
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<p>No Estado do Piauí, as pesquisas que abordam o geoturismo e a geodiversidade têm se ampliado nos últimos anos, e embora seja em número crescente, ainda podem ser consideradas incipientes em relação às demais regiões brasileiras. Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar as potencialidades da Cachoeira do Urubu para o desenvolvimento do geoturismo na região norte do Estado do Piauí. A metodologia correspondeu ao levantamento de referenciais teóricos; organização de mapas de localização e geologia utilizando Sistema de Informação Geográfica (SIG); e trabalhos de campo para análise qualitativa e quantitativa da cachoeira, sendo realizados registros fotográficos. Os resultados evidenciam que esta Cachoeira do Urubu constitui um importante geopatrimônio, com elevado valor estético, científico e ecológico. A partir da avaliação quantitativa do Vtur verificou-se um elevado potencial turístico e didático, porém com deficiências de infraestrutura e ausência de gestão e controle de visitação. Conclui-se que a Cachoeira do Urubu possui grande relevância para o fortalecimento do geoturismo e da geoconservação no Piauí, integrando inclusive a proposta do Geoparque Sete Cidades–Pedro II. Contudo, recomenda-se a adoção de estratégias de gestão sustentável, implantação de medidas de controle e monitoramento de visitantes, além de ações educativas voltadas à sensibilização e valorização do Geopatrimônio local.</p>Francisco Wellington de Araujo SousaIracilde Maria de Moura Fé LimaÌtalo José Pereira Sobral
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2026-09-022026-09-02919424444O ESTIGMA SEGREGANTE A PARTIR DO BAIRRO DOM JOSÉ, EM SOBRAL–CE
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<p class="p1">O artigo analisa a presença e o impacto de um estigma segregante no bairro Dom José, em Sobral, CE. Com base numa perspectiva teórica interdisciplinar e em um trabalho de campo qualitativo, o estudo demonstra que o bairro é e continua a ser socialmente etiquetado, particularmente por aqueles que não nele vivem. Essa rotulação está intimamente ligada a narrativas históricas que associam o bairro à violência e à marginalidade. Os resultados empíricos destacam que as condições materiais do bairro mudaram significativamente nos últimos anos, devido a melhorias na infraestrutura. No entanto, as atribuições sociais negativas persistem e influenciam as percepções do bairro, bem como as experiências vividas pelos seus moradores. Por fim, propõe-se a hipótese de que a ressignificação do bairro possa ser fomentada não apenas por meio de medidas de construção, mas também por intervenções culturais, sociais e simbólicas, direcionadas pelo setor público.</p>Luis Orlando de Sousa NobreFrancisco Clébio Rodrigues Lopes
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2026-09-022026-09-02919RISCOS HIDROLÓGICOS NA ZONA NORTE DE TERESINA (PI)
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<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma grande diferença entre (enchentes, inundações e alagamentos) associados ao processo de expansão urbana no município de Teresina, Piauí, a qual constitui um problema que persiste há décadas. Nesse sentido, o objetivo geral desse artigo visa analisar os riscos hidrológicos na zona Norte de Teresina (PI), considerando os condicionantes geoambientais, a expansão urbana e a recorrência de eventos históricos de inundação. A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, estruturada em pesquisa bibliográfica e documental (1960–2026). Utilizou-se o software QGIS 3.40.13 na elaboração das bases geoespaciais da rede de drenagem, geologia e altimetria da área de estudo. Como resultados identificou-se que na zona Norte de Teresina está intrinsecamente relacionada à sua localização em terrenos de baixas cotas altimétricas e à predominância de litologias sedimentares. A análise histórica dos eventos ocorridos em 2004, 2008 e 2009 demonstrou que o efeito de remanso no Rio Poti, causado pelo represamento do Rio Parnaíba, potencializa as cheias, ou seja, o efeito de remanso ocorreu na confluência entre os rios Poti e Parnaíba, provocando a elevação do nível freático no interflúvio e o consequente represamento da drenagem superficial. Observou-se que a expansão urbana acelerada, marcada pela impermeabilização do solo e ocupação de planícies de inundação especialmente na zona Norte, transformou fenômenos naturais em riscos socioambientais críticos, exacerbados pela desigualdade socioespacial. A vulnerabilidade nessas áreas decorre da ocupação de planícies de inundação e depressões de baixa altitude, onde a reduzida declividade e a proximidade com o nível freático impedem a drenagem natural das águas. Portanto, os desastres hidrológicos em Teresina são processos socialmente produzidos. A eficácia da mitigação depende da integração entre o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e políticas de Defesa Civil, priorizando o monitoramento técnico associado à sensibilização comunitária e à redução da exposição de populações vulneráveis em áreas de risco.</span></p> <p> </p>Ívina BritoMatheus GalvãoEdson SantosRoneide SouzaCláudia Aquino
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2026-09-022026-09-02919O QUE PENSAM ALUNOS DA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UFRA SOBRE AS PRÁTICAS DE PROFESSORES SUPERVISORES VIVENCIADAS NOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS?
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<p>Este artigo discute a formação de professores e problematiza as práticas de ensino vivenciadas por alunos da Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Capanema, em atividades formativas nos espaços de Estágio Supervisionado Obrigatório (ESO). O objetivo consiste em compreender as representações dos alunos estagiários acerca das práticas de ensino realizadas pelos professores supervisores. A discussão teórica é fundamentada com base na Literatura Especializada da temática, e estruturada em quatro categorias: Educação; Práticas de Ensino; Estágio Supervisionado Obrigatório; e Representação. A metodologia adotada consistiu na abordagem de pesquisa qualitativa com a utilização de questionário on-line. Os resultados apontam para a relevância intrínseca do ESO na formação teórica e na vivência prática dos alunos da Licenciatura em Ciências Biológicas, a importância de alinhar a teoria estudada na Universidade com a prática desenvolvida nas escolas, e como a formação continuada é aspecto crucial para melhorar a qualidade do ensino.</p>Emilly Nogueira AlvesFelipe Alex Santiago CruzJéssica Karina Mesquita Vieira
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2026-09-022026-09-02919