A dramaturgia do espetáculo dito “convencional” em comparação a um espetáculo autobiográfico

Weverton Andrade Silva, Claudia Mariza Braga

Resumo


Este trabalho tem o propósito de relatar as ações dramatúrgicas do espetáculo teatral Araci: Quando abraço de mãe não cura, fazendo uma comparação com o espetáculo Três por quatro. O espetáculo Araci: Quando abraço de mãe não cura é uma das ações do projeto de extensão Araci: Teatro, Contemporaneidade e Extensão Universitária, da Universidade Federal São João del-Rei, que possui financiamento do Mistério da Educação – MEC e da FAPEMIG. Este projeto vem desenvolvendo pesquisas com a inserção de temas ligados a questões políticas do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuaise Transgêneros). O espetáculo Três por quatro, por sua vez,é o trabalho de conclusão de curso da segunda turma de Teatro, sendo realizado em escolas estaduais e OnGs de São João del-Rei e região. O processo da construção da cena teatral em Araci partiu de estímulos autobiográficos, ou seja, a construção da dramaturgia foi realizada por meio da seguinte pergunta: O que você quer contar no espetáculo Araci? O espetáculo utiliza não somente o texto da escrita autobiográfica como dramaturgia, mas também o corpo do ator e a imagem que se forma no espaço cênico. Esse texto é dito por um ator do sexo masculino usando um vestido, na busca pela desconstrução do binarismo de gênero (masculino x feminino) e de sexualidade (heterossexual × homossexual). Neste artigo será feita ainda uma análise da construção da dramaturgia do espetáculo Três por quatro, uma peça teatral adaptada a partir do texto Entre quatro paredes, de Jean-Paul Sartre, a fim de se realizar a comparação entre ambas as encenações.

Palavras-chave


Autobiografia. Dramaturgia. Teatro; Teoria Queer.

Texto completo:

PDF