Um lugar para o sujeito-criança: os Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) como mediadores do olhar interdisciplinar sobre os bebês

Maria Eugênia Pesaro, MARIA Cristina Machado Kupfer

Resumo


Os Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) foram construídos, com base na teoria psicanalítica, em uma Pesquisa Nacional (Kupfer et al., 2003), com o objetivo de serem validados para uso pediátrico. O IRDI pretende ser um instrumento de acompanhamento da constituição psíquica do bebê de 0 a 18 meses de idade. Considera-se também que o IRDI é uma proposta de interação da Psicanálise com a Medicina  e com a Educação ao tentar levar a noção de sujeito do inconsciente ao interior do acompanhamento do desenvolvimento infantil realizado pelos pediatras e ao interior do ato educativo realizado pelos professores de creche. Destaca-se como pontos dessa interação que: 1. os indicadores foram propostos de modo afirmativo para que o profissional de saúde buscasse prestar atenção as operações fundantes do psiquismo; 2. No caso do trabalho dos professores, trata-se de um terceiro que acompanhará, pelos indicadores, os bebês e seus professores, alargando a sua função para o campo subjetivante; 3. É a articulação com entre os indicadores que confere um valor significante a cada indicador e também um valor de tendência de risco; 4. Os indicadores são orientadores de uma leitura e demandam uma interpretação, não são, portanto, um “check-list”.


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