Escrevendo o indizível

Raíssa Gomes Assenco, Angêla Vorcaro

Resumo


O artigo “Escrevendo o indizível” parte da pergunta fundamental de como pode haver um diálogo entre arte e psicanálise? Para tanto, as autoras buscaram referências teóricas como a de Freud, com a idéia de “estranho”, como Deleuze com a filosofia da diferença, e também algumas reflexões presentes em Merleau Ponty, Marilena Chaui, Ovídeo de Abreu e Lacan. Desta forma, as autoras discutem uma interface possível entre as duas áreas, colocando a arte de Bacon na esfera da hiância, do não sabido, do devir, do fazer com o Real. Pintor anglo-irlandês, produziu uma arte figurativa, entre as décadas de 40-80 pintando quadros com expressões do horror, da distorção, do despedaçamento. Este artigo é uma releitura de sua obra por meio da filosofia da diferença e do discurso psicanalítico lacaniano em suas concepções sobre a falta e repetição. Desta forma, a expressão única que são os quadros de Francis Bacon puderam ser palco de uma análise cuja perspectiva é da reinvenção da vida, lugar de possibilidade,  expressão que irrompe pelas fissuras do sempre mesmo e vem à luz.


 


Palavras-chave


psicanalise e arte; filosofia da diferença; devir; hiância.