Os princípios da interpretação analítica freudiana no caso do Homem dos Ratos

Hudson Vieira de Andrade, Cleyton Sidney de Andrade

Resumo


O presente artigo tem como objetivo investigar a estrutura e constituição da interpretação analítica freudiana no caso do Homem dos Ratos. A interpretação freudiana representa no final do século XIX um novo modelo de inteligibilidade para os sintomas. Em seu início, ela se mobilizava na restituição daquilo que se apresentava imotivado e ininteligível ao analisante, haveria um saber por ele não sabido no qual a interpretação buscaria restitui uma relação de sentido, norteada pela teoria do complexo de Édipo. Contudo, um elemento heterogêneo passa a se destacar na clínica freudiana, indicando um ponto não susceptível ao deciframento interpretativo. Esse limite ao acréscimo de sentido não indicaria uma imperfeição ao saber interpretativo, ao contrário, é ele que estruturaria o próprio saber. Lacan indica uma crise na interpretação freudiana entre os anos de 1910 e 1920, haveria um descompasso entre seu material clínico e sua construção teórica. Isso levaria Freud a uma revisão de sua teoria nos anos subsequentes, concebendo um além do princípio do prazer, isso implica não apenas em uma nova concepção do aparelho psíquico, como também, uma redefinição de sua interpretação.


Palavras-chave


Psicanálise; Interpretação; Homem dos Ratos; Freud; Lacan

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