O sem-sentido do sintoma: do significante ao insignificável

Isadora Veiga Assunção, Cleyton Sidney de Andrade

Resumo


O presente artigo visa abordar inicialmente o sintoma enquanto formação inconsciente interpretável para em seguida abordá-lo como formação que deixa um “resto sintomático” sem-sentido. Este trabalho busca fazer algumas considerações acerca do sintoma, em Freud e Lacan, para além de uma concepção de sintoma “curável”, e sim enquanto elaboração singular do sujeito, que possui uma função de via de satisfação pulsional e como modo-de-gozo. A partir dessa noção de um sintoma que não se restringe ao regime do sentido, propõe-se pensar acerca das possibilidades de operação da interpretação analítica frente a esse “modo-de-gozo” que escapa às significações. Logo, discute-se a interpretação analítica não apenas enquanto trabalho significante, mas como aquilo que pode apontar algo no vazio de significação.

 


Palavras-chave


sintoma, satisfação pulsional, gozo, interpretação.

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