'Sujeito e Linguagem: um percurso entremeado pelo ‘idioleto manoelês archaico’

Bruno Monteiro Herculino, Lucília Maria Abrahão e Sousa

Resumo


Tencionamos apresentar, na urdidura deste escrito, o conceito teórico de sujeito tanto para a Psicanálise fundada por Sigmund Freud e desdobrada por Jacques Lacan, quanto para a Análise de Discurso estabelecida por Michel Pêcheux. Interessa-nos pensar, na contradição de campos que se roçam sem ser correspondentes, as noções de incompletude, opacidade, divisão e metáfora como consequências dessa noção. Para tanto, lançaremos mão da poesia de Manoel de Barros, poeta das miudezas, que no entremeio do sujeito como efeito do inconsciente na teoria psicanalítica e da ideologia na teoria discursiva, faz falar como as noções de vazio e do poético podem ser colocadas em litoral. Deste modo, alinhavando poesia e teoria, demonstramos como a noção de sujeito faz presença (e ausência) no discurso poético e dançando ao puro som de nada de lalíngua, fratura o muro dos sentidos, fazendo surgir o novo.

Palavras-chave


Sujeito; Discurso; Psicanálise; Análise de Discurso.

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