Pisoteio experimental na vegetação de borda de uma trilha ecoturística na APA Serra São José - Tiradentes, MG

Hilton Wagner Teixeira, Ítalo Sousa de Sena, Leonardo Cristian Rocha, Múcio do Amaral Figueiredo

Resumo


As trilhas passaram de apenas um meio de locomoção para um atrativo turístico que possibilita aos usuários estar em contato com o meio natural. Porém se utilizada de forma inadequada pode ocasionar sérios desequílibrios ambientais, exigindo uma gestão baseada em princípios e técnicas científicas, além de manejo que preveja sua constante manutenção. Dentre os impactos causados pela intervenção humana, destaca-se a degradação causada à vegetação pelo trânsito de pessoas. Este trabalho relaciona a resistência ao pisoteio experimental em domíno vegetacional de Floresta Estacional Semidecídua Inferomontana/Altomontana, na denominada Trilha do Carteiro, uma das mais percorridas do circuito ecoturístico de Tiradentes, situada na Área de Proteção Ambiental Serra São José. Um sítio de pisoteio foi estabelecido próximo ao leito da trilha, no interior da mata, onde foram realizadas diversas medidas da vegetação antes e depois de pisoteios, em diferentes intensidades (quantidade de passos). Como principal observação, apurou-se nesta primeira fase, de um experimento com duração prevista para dois anos, que quanto maior a resistência das plantas ao pisoteio nesse domínio, maior também é o período necessário de estabilidade ambiental para o seu desenvolvimento, apresentando assim baixa taxa de resiliência.


Palavras-chave


Vegetação, Cobertura Relativa, Resistência

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