PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO SISMÓGRAFO, UMA APLICAÇÃO PRÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Resumo
Nos últimos anos, tem havido um esforço significativo para enriquecer o ensino de Física, especialmente nas salas de aula, por meio da aplicação prática de conceitos complexos, com o intuito de atrair a atenção dos alunos e priorizar a construção do conhecimento pelo próprio estudante, em detrimento da aprendizagem mecanizada. Este trabalho buscou apresentar uma abordagem sobre o princípio de funcionamento de um sismógrafo nas salas de aula, com planejamento conduzido junto aos alunos do segundo ano do Ensino Médio, aproveitando as aulas destinadas aos conceitos relacionados ao estudo de ondas. Para analisar os efeitos da atividade, foi aplicado um questionário estruturado com perguntas abertas, antes e depois da intervenção, sem consulta, a fim de verificar o conhecimento prévio e posterior dos estudantes sobre o sismógrafo. A análise dos resultados pré e pós-atividade revelou aumento na precisão das respostas, maior participação dos alunos, ampliação do número de questões respondidas e maior número de respostas corretas. Dessa forma, o trabalho ressaltou a importância da educação prática em sala de aula, utilizando um equipamento didático capaz de tornar visível a relação entre perturbações mecânicas, registro gráfico de sinais e conceitos físicos associados às ondas e vibrações. A utilização do sismógrafo nas aulas sugeriu contribuições relevantes para o desenvolvimento acadêmico e científico dos alunos, proporcionando uma compreensão mais ampla dos desastres naturais e da sismologia, além de demonstrar o papel crucial do professor como mediador, guiando os alunos na busca pelo conhecimento e estimulando a reflexão sobre os fenômenos físicos. Além disso, o trabalho buscou discutir a atividade à luz das teorias de Jean Piaget, que propôs uma metodologia de ensino baseada na interação do indivíduo com o ambiente, conhecida como construtivismo.
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