Além do determinismo tecnológico: corpo e subjetividade na era digital

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DOI:

https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5149

Resumo

A contemporaneidade é produzida pelas novas técnicas digitais, cujos representantes mais marcantes são as redes sociais e as inteligências artificiais. Essa nova fase industrial do capitalismo implica o condicionamento dos modos de subjetivação, dada a inseparabilidade entre tecnologia e existência humana. Este trabalho visa analisar uma leitura fatalista que concebe esta relação como a dominação dos indivíduos humanos pelas máquinas. A hipótese é de que há, nos sujeitos, caminhos para um desenvolvimento técnico além das noções de automatização como expoente do progresso. Se a última perspectiva é verdadeira, então uma certa contingência subjetiva pode modificar os sentidos da relação com os sistemas técnicos. Propõe-se que o corpo, tal como concebido pela psicanálise, abrigue o potencial para produções subjetivas e constitua uma saída para noções deterministas da técnica sobre os modos de vida. O corpo como abrigo da pulsão, representa o potencial contingente para atividades inventivas.

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Biografia do Autor

Luís Felipe Ferreira de Souza, Universidade de Coimbra

Mestrando em filosofia pela Université Paris 8 – Vincennes-Saint-Denis. Mestre em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela Universidade de Coimbra (UC). Graduado em Psicologia pelo Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE). 

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Publicado

16-09-2026

Como Citar

Souza, L. F. F. de. (2026). Além do determinismo tecnológico: corpo e subjetividade na era digital. Analytica: Revista De Psicanálise, 15(29). https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5149