Além do determinismo tecnológico: corpo e subjetividade na era digital
DOI:
https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5149Resumo
A contemporaneidade é produzida pelas novas técnicas digitais, cujos representantes mais marcantes são as redes sociais e as inteligências artificiais. Essa nova fase industrial do capitalismo implica o condicionamento dos modos de subjetivação, dada a inseparabilidade entre tecnologia e existência humana. Este trabalho visa analisar uma leitura fatalista que concebe esta relação como a dominação dos indivíduos humanos pelas máquinas. A hipótese é de que há, nos sujeitos, caminhos para um desenvolvimento técnico além das noções de automatização como expoente do progresso. Se a última perspectiva é verdadeira, então uma certa contingência subjetiva pode modificar os sentidos da relação com os sistemas técnicos. Propõe-se que o corpo, tal como concebido pela psicanálise, abrigue o potencial para produções subjetivas e constitua uma saída para noções deterministas da técnica sobre os modos de vida. O corpo como abrigo da pulsão, representa o potencial contingente para atividades inventivas.