O imaginário sonhador no retorno à infância: experiências do sonho e devaneio na dor e glória autoficcional almodovariana
DOI:
https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5432Resumo
Neste breve artigo, venho propor considerações sobre a obra cinematográfica Dor e Glória (Dolor y Gloria, 2019), do diretor espanhol Pedro Almodóvar, tecendo o olhar psicanalítico sobre a autoficção, de modo a trazer alusões de conceitos da psicanálise e do cinema. Embora o filme seja autoficção, este texto não terá o diretor da obra como pretexto analítico. Haverá abordagens ao retorno à infância, relação mãe e filho, sonhos e devaneios do personagem que apresenta o seu mundo intimamente ligado ao passado e ao presente, nos olhos da câmera que desnudam a fragilidade de ser exposto ao público. Dessa forma, o texto propõe diálogos com Freud (1900), Rodrigues e Dunker (2012), Xavier (1983) e Metz (1980). Lembremos que, para Freud, o sonho é a realização de um desejo, e será por meio desse desejo que o sujeito será tomado pela redescoberta de si.