O discurso do capitalista entre algoritmos e automatização

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DOI:

https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5687

Resumo

Ao compreender a internet plataformizada como campo do avanço neoliberal, questiona-se o estatuto do objeto tecnológico, os algoritmos, à luz das perspectivas de Freud e Lacan. Busca-se investigar a ideia freudiana de um deus-protético que se justapõe à posição do sujeito na proposta lacaniana do discurso do capitalista. Interrogamos os autômatos e os ideais contemporâneos a partir do contexto tecnológico, pelo qual promovem uma nova razão autômata. Assim, o filme Metrópolis (Lang, 1927) orienta a discussão sobre a ordenação pela via do capital e sua relação com a ciência e auxilia os questionamentos referentes a essa articulação necessária ao campo tecnológico. Nesse sentido, a internet plataformizada é compreendida como veículo e suporte de uma razão que torna a objetalização, uma tentativa falaciosa de unificar sujeito e objeto, como um projeto subjetivo, ao sustentar os ideais pela identificação das massas e pela obediência à demanda forjada pelo algoritmo. Assim, compreende-se o discurso do capitalista como uma proposta, ao mesmo tempo, de automatização e de uma lógica antidiscursiva no campo da psicanálise.

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Biografia do Autor

Victoria Kniest, Universidade de Sao Paulo

Psicanalista. Doutoranda em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Mestra em Psicanálise pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Docente de Psicologia na Universidade Nove de Julho. 

Marcos Vinicius Brunhari, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Psicanalista. Professor doutor adjunto do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 

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Publicado

17-09-2026

Como Citar

Kniest, V., & Brunhari, M. V. (2026). O discurso do capitalista entre algoritmos e automatização . Analytica: Revista De Psicanálise, 15(29). https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5687