A relação entre o brincar e o trauma em D. W. Winnicott
DOI:
https://doi.org/10.69751/arp.v13i26.5710Resumo
Este artigo relata uma pesquisa que visou estabelecer uma possível relação entre o brincar e o processo de elaboração do trauma do ponto de vista da teoria de Donald W. Winnicott (1896-1971). O brincar na psicanálise ganha novas significações a partir das proposições de Winnicott na medida em que o autor sugere que o brincar deve ser entendido como algo em si além de possuir um papel fundamental na constituição do desenvolvimento emocional. Com relação à concepção de trauma, em Winnicott, o papel do ambiente ganha destaque: aquilo que é vivido como trauma depende, para o autor, do estágio de desenvolvimento emocional em que o indivíduo se encontra. Nesta investigação, foi utilizado o método teórico-metodológico em psicanálise, tendo como base a literatura de Winnicott. A partir deste estudo, propomos a leitura de que o brincar na infância tem um potencial relevante no processo de elaboração do trauma, na medida em que permite que a criança entre em contato com a vivência traumática em um espaço seguro e confiável, podendo dar a ela novos sentidos e significações, o que conduz à retomada de uma continuidade que havia sido rompida.