Pesquisa em psicanálise, política e a experiência vivida do homem negro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.6355

Resumo

O presente estudo busca examinar possíveis articulações entre a pesquisa em psicanálise, a política e a metodologia da experiência vivida. Inicialmente, apresentamos a relação inextricável entre a práxis psicanalítica e a política, entendendo que os ramos da psicanálise e de seus paradigmas se fundam, criticamente, no seio da cultura. Em seguida, apresentamos o já estabelecido diálogo entre a psicanálise e o delineamento com narrativas, base para a estruturação de variados percursos metodológicos em pesquisas acadêmicas. Por meio dessa articulação, analisamos um desses possíveis percursos: a experiência vivida. Partimos, inicialmente, de sua construção como conceito filosófico e, depois, enfocando naquela que é objeto de interesse deste texto: a noção de “experiência vivida do homem negro” [l’expérience vécue du Noir], desenvolvida pelo psiquiatra martinicano Frantz Fanon. Nossa expectativa é de que as considerações do teórico possam contribuir para discussões contemporâneas acerca da estruturação de percursos metodológicos com pesquisas em psicanálise, alargando os limites da teoria a partir de seu aspecto inegavelmente político.

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Biografia do Autor

Lucas Passos de Moura, Universidade de Brasília

Psicanalista em formação permanente (GEA-TCP, Aletheia), bacharel e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Doutorando na linha “Psicanálise, Psicopatologia e Linguagem” do Programa de Pós Graduação em Psicologia Clínica e Cultura da Universidade de Brasília (PPGPsiCC, UnB) (Brasília, Brasil). 

Priscilla Melo Ribeiro de Lima, Universidade de Brasília

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Mestre e Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (PPGPsiCC, UnB), com estágio pós-doutoral em Literatura pelo Programa de Pós-graduação em Literatura da Universidade de Brasília (PosLIT, UnB). É docente do Curso de Psicologia da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Faculdade de Educação da UFG (PPGP, UFG) e do Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras da UFG (PPGLL, UFG). Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Narrativas Marginais, e o Grupo de leituras Laboratório de Literatura (LabLit) (Goiás, Brasil). 

Daniela Scheinkman, Universidade de Brasília

Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura da Universidade de Brasília (PPGPsiCC, UnB) (Brasília, Brasil). Possui Graduação em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula (1986). Pós-doutorado na USP pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano (2019). Pós-doutorado na Universidade de Tel-Aviv pelo Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências Sociais (2020). Mestrado em Psicanálise pela Université de Paris VIII (1994) e Doutorado em Filosofia pela Université de Paris VIII (1999). É Membro dos Fóruns do Campo Lacaniano-Brasília. 

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Publicado

23-10-2026

Como Citar

Moura, L. P. de, Lima, P. M. R. de, & Scheinkman, D. (2026). Pesquisa em psicanálise, política e a experiência vivida do homem negro. Analytica: Revista De Psicanálise, 15(29). https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.6355

Edição

Seção

Dossiê Metodologias de Pesquisa em Psicanálise: Caminhos, Paradoxos e Impasses