Realidade e fantasia para a Psicanálise freudiana

Maycon Pádua Reis, Magali Milene Silva

Resumo


O artigo objetiva investigar o estatuto da realidade para a psicanálise freudiana com base nestes três pontos: a clínica da histeria e o trauma como fantasia inconsciente; a noção de desamparo e a Coisa como perdida; e a ideia de perda da realidade na neurose e na psicose. Procura-se demonstrar que, para Freud, a realidade se constitui a partir de uma perda. Freud afirma que o trauma, situado na origem das psiconeuroses, refere-se a uma representação incompatível, que, por meio de um processo de defesa, é retirada da consciência. Nascemos em desamparo, visto isso o bebê humano está à mercê de um outro que lhe proporciona satisfação, exigindo a função de comunicação. O aparelho psíquico seria um empreendimento que parte de representações situando um campo de problemas específicos aos seres de cultura. A realidade estabelece uma razão que se propõe uma ordem lógica, a qual é verídica para o sujeito que nela crê, essa realidade depende do arranjo do campo das representações. Assim, a realidade psíquica se constitui de modo singular desde a perda decorrente da mediação simbólica inerente à linguagem.

 

 


Palavras-chave


Realidade; Fantasia; Psicanálise; Freud

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