Da pressa à urgência do sujeito – Psicanálise e urgência subjetiva

Elaine Azevedo

Resumo


A Psicanálise, bem como os que se orientam por sua teoria e práxis, se depara hoje com o desafio de sustentar uma clínica dentro das instituições, expandindo suas fronteiras para além dos settings tradicionais. No hospital geral, o psicanalista com o seu saber-fazer busca valer-se da teoria inaugurada por Freud como prática possível de ser aplicada ao contexto da instituição hospitalar. É no espaço do hospital geral que o psicanalista é convocado a colocar seu saber-fazer em cena. E é a partir da pressa por concluir, própria da urgência médica, que o analista buscará privilegiar uma abertura temporal; uma pausa necessária para que o sujeito se ocupe de um outro tempo, possibilitando a ele, a partir da fala, uma abertura para um tempo de compreender, um tempo que vise a recolher os objetos a caídos e articulá-los a uma nova cadeia significante.


Palavras-chave


Psicanálise. Tempo lógico. Hospital geral

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