Trauma e Fragilidade Narcísica nas Adicções

Paloma Mendes Zidan, Raquel Vasques da Rocha

Resumo


O nosso objetivo com este artigo foi elaborar algumas questões relativas à patologia das adicções. Para isso analisamos a problemática do excesso pulsional em contraponto com a da fragilidade narcísica, tópicos de especial relevo nessa patologia. Esta investigação vem nos interrogar, dentre outros aspectos, sobre a relação de dependência do sujeito frente ao objeto, dependência que assume, nestes casos, um caráter absoluto e radical. Incluímos no campo desta patologia as adicções ao consumo, ao sexo, ao jogo, e não apenas ao objeto droga.

 Nas adicções, o ego tenta responder, ainda que de forma precária, ao excesso pulsional, buscando reverter, pela via do ato, a situação de passividade em que se encontra. Este tipo de operação nos conduz a uma análise das noções de trauma e compulsão à repetição, levando em conta a dimensão paradoxal do modo de defesa aí utilizado. Trata-se da busca de uma passagem à atividade, mas que mantém o ego dominado pelo objeto – objeto da adicção.

Entendemos que o estudo da segunda teoria pulsional de Freud pode contribuir para a compreensão da adicção. Uma vez que a questão do trauma, do excesso pulsional parece-nos constituir um aspecto básico nessa patologia. Nossa proposta está fundamentada numa concepção teórica na qual a dimensão pulsional vem se articular com as relações objetais.

 


Palavras-chave


adicção; narcisismo; pulsão; passividade alteridade

Texto completo:

PDF