Desdobramentos da carta/letra e seu efeito de feminização em Jacques Lacan

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DOI:

https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5701

Resumo

O presente artigo tem como objetivo compor considerações acerca da construção do conceito da letra durante o ensino lacaniano. A partir de O seminário da carta roubada e Lituraterra, foram tecidas perspectivas que ilustram ao leitor os momentos no qual Lacan se esforça para desenvolver a noção de letra e como esta se diferencia, a partir de uma função, do significante. Diante da complexidade do tema, recorremos à música, uma vez que a arte, muito antes de Lacan surgir como um expoente nome na teoria psicanalítica, usa da letra para a produção de um efeito nomeado posteriormente de feminizante pelo psicanalista. Por fim, abordamos esse efeito que, para um leitor desatento, poderia passar despercebido em meio a outras relações entre a psicanálise e a escrita. Quando a carta opera não pelo sentido, mas pela opacidade do seu conteúdo nunca revelado, os sujeitos que a detêm são deslocados a uma posição não-toda, de silêncio. Tal efeito de feminização não se reduz ao feminino como atributo cultural, todavia refere-se ao modo como a letra produz um efeito de indeterminação e aproxima o sujeito de um gozo que escapa a qualquer captura de sentido.

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Biografia do Autor

Guilherme Braga Barros, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Mestrando em Psicanálise (UERJ). 

Simone Ravizzini, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (Rio de Janeiro, Brasil). 

Pedro Lemos Landeiro, Unilasalle

Graduado em psicologia (Unilasalle - RJ). 

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Publicado

17-09-2026

Como Citar

Barros, G. B., Ravizzini, S., & Landeiro, P. L. (2026). Desdobramentos da carta/letra e seu efeito de feminização em Jacques Lacan. Analytica: Revista De Psicanálise, 15(29). https://doi.org/10.69751/arp.v15i29.5701