Avanços na atenção ao prematuro e a continuidade da assistência: reflexão sobre rede de cuidados

Patricia Pinto Braga, Roseni Rosângela de Sena

Resumo


Os avanços tecnocientíficos na assistência neonatal contribuíram para redução nas taxas de mortalidade e aumento da sobrevida de recém-nascidos com idade gestacional de nascimento cada vez menor. Esta sobrevida implica em refletir como tem sido a continuidade dos cuidados pós-alta a este grupo infantil considerando sua vulnerabilidade a morbidades ao longo da vida. O objetivo deste artigo é refletir sobre a continuidade da atenção tendo como referência a discussão de redes de cuidados em saúde. Reconhecemos que o tema redes tem diferentes abordagens teóricas e organizacionais no campo da saúde, mas neste artigo buscamos subsídios na teoria de Deleuze e Guatarri que tecem uma discussão que permite pensar a rede de cuidados em saúde a partir de fluxos, intencionalidades, “desejos” e conexões. Defende-se que a rede não teria uma centralidade, pois ela se forma a partir de movimentos e alianças entre os diferentes agentes que em um campo de disputa e intencionalidades evidenciam multiplicidades. A reflexão aqui tecida permite sinalizar que a constituição do cuidado se produz a partir das intencionalidades e adesão ao projeto de cuidados aliados às diferentes tecnologias que se fazem necessárias na atenção ao prematuro.

Palavras-chave


Prematuro; Cuidado da criança; Alta do paciente; Continuidade da assistência ao paciente

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v0i0.442

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175