As relações de poder e a práxis informacional em saúde

Ricardo Bezerra Cavalcante, Marta Macedo Keer Pinhero, Eliete Albano de Azevedo Guimarães, Mariana Ferreira Vaz Gontijo Bernardes, Talita Ingrid Magalhães Silva

Resumo


O presente estudo objetivou refletir sobre as possíveis relações de poder que se estabelecem na atual práxis informacional em saúde. Para tanto, utilizou-se o referencial de Paul-Michel Foucault, sobretudo suas reflexões acerca do poder e biopoder. Pôde-se compreender que a lógica racionalizadora dos registros e informações em saúde são determinadas por relações de poder. De forma geral as relações de poder são relações de forças não localizadas, emitem efeitos de poder em rede, são construtoras em alguns momentos, em outros, limitadoras. O Biopoder também é exercido neste mesmo contexto, do olhar vigilante do Estado, e também de outros níveis gestores. Poder e biopoder, com suas forças, utilizam da informação para a produção de um saber que normaliza, disciplina e governa. Neste contexto é preciso equilibrar estas relações de poder criando estratégias que promovam a democratização do acesso às informações em saúde com vistas ao empoderamento das populações. 

Palavras-chave


Teoria da Informação; Poder; Sistemas de Informação; Informática Médica

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DOI: https://doi.org/10.19175/recom.v0i0.609

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175