A visão médica do parto domiciliar: factível ou utópico?

Maria Eliane Liégio Matão, Denismar Borges de Miranda, Bárbara Paula Costa, Taise Pires Borges

Resumo


Objetivo: conhecer o que médicos atuantes na área obstétrica pensam a respeito da prática do parto domiciliar. Método: trata-se de estudo descritivo, abordagem qualitativa direcionada a médico com experiência na área obstétrica, em uma maternidade pública da cidade de Goiânia, referência para parto humanizado. Utilizou entrevista aberta em profundidade para coleta de dados com posterior análise fenomenológica. Resultados: foram entrevistados 14 médicos obstetras. Estes, em sua maioria, relatam que o parto domiciliar não possui força cultural e profissional para ser realizado. Apresentaram diversos pontos negativos, como falta de estrutura e tecnologia apropriada, falta de preparo da equipe médica e considerou este método ultrapassado, tendo em vista o avanço da medicina. Conclusão: os resultados evidenciaram que o despreparo médico vem se arrastando por décadas quando o assunto é parto humanizado, tudo devido à institucionalização do parto e a posse do parto como ato médico e não mais da mulher. 


Palavras-chave


Parto domiciliar; Parto normal; Parto humanizado

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DOI: https://doi.org/10.19175/recom.v6i2.983

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175