Biossegurança em salões de beleza: avaliação da estrutura e dispositivos

Juliana Ladeira Garbaccio, Adriana Cristina de Oliveira

Resumo


Objetivo: avaliar a estrutura física, os dispositivos presentes em salões beleza e a dinâmica da limpeza/desinfecção de superfícies e
mobiliários nesses estabelecimentos. Método: Trata-se de um estudo transversal, envolvendo 235 salões de beleza. Foram
entrevistadas manicures/pedicures e observados a estrutura física dos salões e métodos de esterilização. Resultados: O tamanho
médio dos salões foi de 67 m2
, sendo que 49% dispunham de sala exclusiva para manicures/pedicures; 2% não possuíam banheiro;
30% dispunham de uma única pia e, em 43% deles, havia um local próprio destinado à limpeza de artigos. O método de
esterilização utilizado, predominantemente, foi o calor seco (61,7%), sendo que, em 35,3% dos casos havia autoclave e, em 33,2%,
foi realizada a validação da esterilização pelo uso do indicador biológico. A limpeza de superfícies entre clientes foi referida por 2%
dos estabelecimentos. Conclusão: A estrutura dos salões precisa ser revista, os espaços parecem não atender a demandas mínimas
para as atividades desenvolvidas, com condições adequadas de funcionamento, o que aumenta o risco biológico, como a ausência
de sanitários ou o compartilhamento de uma única pia para atividades distintas. Ações educativas e orientações seguras de
funcionamento visando à segurança da saúde de profissionais e clientes são necessárias e emergenciais.

Palavras-chave


Centros de embelezamento e estética; Podiatria; Exposição a agentes biológicos; Precauções universais

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v8i0.1833

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175