A enfermagem nas unidades de terapia intensiva: o aparato tecnológico versus a humanização da assistência

Miguir Terezinha Vieccelli Donoso, Marlene Aparecida Ferreira de Souza, Selme Silqueira de Mattos, Daniela Mascarenhas de Paula Campos, Salete Maria de Fátima Silqueira, Sandra Sharry

Resumo


Objetivo: conhecer a percepção dos profissionais de enfermagem de unidade de terapia intensiva sobre as peculiaridades do avanço tecnológico. Método: trata-se de estudo de abordagem qualitativa. Foi realizado na unidade de terapia intensiva de hospital de grande porte de capital brasileira. A entrevista aberta foi utilizada como instrumento de coleta de dados. A população foi constituída por enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam neste setor. A amostra foi definida pelo critério da saturação, alcançada na 19º entrevista. Os dados foram tratados conforme critérios da análise de conteúdo. Resultados: seis categorias emergiram à análise das entrevistas. Foram estas: A dinâmica da UTI como consequência da evolução do aparato tecnológico; As limitações do aparato tecnológico disponível; As vantagens do aparato tecnológico; A relação entre o cuidado e o aparato tecnológico; As dificuldades relacionadas ao domínio do aparato tecnológico e As dificuldades relacionadas ao prontuário informatizado. Conclusão: o cuidado deve ser assessorado por equipamentos, mas conduzido por pessoas. Além disso, o obsoleto é sentido como desvantagem: os profissionais reivindicam melhorias em detrimento do tradicional, na busca não só da qualidade da assistência, mas também do bem-estar dos profissionais. Pode-se harmonizar humanização do cuidado à evolução da tecnologia e da ciência.

Palavras-chave


Unidade de terapia intensiva; Enfermagem; Tecnologia; Pesquisa qualitativa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v7i0.1883

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175