Proposta de protocolo para descontaminação de equipamentos em unidade de terapia intensiva

Juliana Ribeiro Mendes, Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro

Resumo


Objetivo: Analisar a contaminação de equipamentos em uma unidade de terapia intensiva antes e após a limpeza e desinfecção e propor um protocolo para descontaminação. Métodos: Foram utilizados 14 swabs estéreis, umedecidos com soro fisiológico 0,9%, rolados em seu próprio eixo, antes e imediatamente depois da limpeza e desinfecção com álcool 70%, sobre superfícies de equipamentos de manipulação coletiva, em uma unidade de terapia intensiva, para realização de cultura laboratorial. Resultados: Na pré-desinfecção, apresentaram crescimento de staphylococcus coagulase negativo, a mesa de cabeceira, o teclado de computador e o telefone. O telefone continuou contaminado após a limpeza e desinfecção. A bancada de preparo de medicamento, o glicosímetro, a escala de enfermagem e o monitor não apresentaram contaminação antes nem após a limpeza / desinfecção. Conclusão: A contaminação de equipamentos na unidade de terapia intensiva e a desinfecção com álcool 70% foi comprovada; porém, é necessário observar, em cada unidade, a técnica de limpeza utilizada, principalmente nestes mesmos instrumentos que, frequentemente, são tocados pela equipe de saúde, propondo um protocolo para sua respectiva descontaminação.

Palavras-chave


Unidades de terapia intensiva; Desinfecção; Infecção hospitalar; Segurança do paciente.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v7i0.2346

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175